RELÓGIO

domingo, 5 de fevereiro de 2012

RITA LOBATO VELHO LOPES, 1ª MÉDICA BRASILEIRA FORMADA NO BRASIL


Já a primeira médica brasileira a se formar no Brasil foi Rita Lobato Velho Lopes (107/07/1867-1954), natural do Rio Grande do Sul. Ela iniciou os estudos em Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas os concluiu na Faculdade de Medicina da Bahia no ano de 1887. A transferência de faculdade se deu por conta de perseguição política, já que o seu irmão, estudante de Farmácia na mesma instituição, era tido como anarquista e portanto, mal visto pelos professores. Para concluir os estudos, Rita lutou contra todas as restrições e desigualdades de gênero da época.

ERMELINA LOPES VASCONCELOS, 1ª MÉDICO DO BRASIL

A gaúcha Ermelina Lopes Vasconcelos, nascida em 26 de novembro de 1866, veio para o Rio de Janeiro com oito anos de idade, a bordo do navio Arinos, em busca de melhores estudos. Diplomada em 1881, começou a sustentar-se como professora da escola que estudou em Niterói, ao mesmo tempo em que se dedicava ao conhecimento da Medicina, em casa, por pura paixão. Seu pai, como a maioria dos pais e homens da época, era terminantemente contra que Ermelina ingressasse em uma faculdade e foi preciso que o grande líder republicano gaúcho Lopes Trovão, tivesse grandes conversas com ele, para que deixasse a moça estudar.

Ermelina estudou como nunca, passou exemplarmente nos exames do Colégio Pedro II e finalmente matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1884. Primeira mulher diplomada no Brasil, fez um curso brilhante e após a defesa de sua tese "Formas clínicas da meningite na criança", foi carregada por colegas e admiradores pelas ruas do centro da cidade, um fato inédito e surpreendente para a época. No trajeto a médica foi saudada pelo Imperador Dom Pedro II, por Ruy Barbosa e por Quintino Bocayúva, que na época dirigia o jornal "O Globo" e que fez no dia seguinte uma homenagem a ela.Diplomada, especializou-se em cirurgias, partos e doenças de mulheres e crianças até o fim da sua vida, em 1952.

As Primeiras Médicas

Em 1848 as mulheres do mundo ocidental não votavam; não tinham direito à propriedade pois todos os bens que elas por ventura herdassem passavam para a posse do marido assim que elas se casavam; eram consideradas seres inferiores e frágeis, extremamente emocionais e nada racionais; raramente estudavam pois afinal, por que estudariam se só possuíam duas opções na vida? Ou eram mães e matriarcas ou cafetinas e prostitutas.

Falando em sexo, prazer sexual também era privilégio absoluto dos homens. Prostituta não precisava de prazer, ganhava dinheiro para dar prazer. E mulher “direita” fazia sexo no escuro e rapidinho, só pra gerar filhos.

Em 1848 já haviam algumas mulheres que ousavam protestar publicamente contra essa condição social em que viviam. Já existiam as primeiras sufragistas, as heroínas que lutavam pelo direito de votar e também as primeiras teóricas do feminismo, como as americanas Susan B. Anthony e Elizabeth Stanton e as inglesas Emmeline Pankhurst e suas filhas.

1848 foi o ano da primeira convenção feminista do mundo. Aconteceu em Sêneca, NY, nos Estados Unidos.

1848 foi para as mulheres mais ou menos como 1968 foi para a juventude libertária dos anos 60.

E foi também em 1848 que Elizabeth Blackwell se tornou a primeira mulher do mundo a receber um diploma de médica. Mas ela sofreu muito para isso. Era achincalhada na escola, por colegas e professores. Era agredida nas ruas quando ia para a faculdade. Como conceber uma mulher, um ser sabidamente vocacionado apenas para a cama e mesa, querendo ser médica? E, escândalo dos escândalos, além de ter a pretensão de se igualar aos sábios acadêmicos ainda iria manipular corpos... que horror!

Mas por que será que a jovem Elizabeth cismou de ser médica, se a sociedade inteira era contra essa idéia?

Simples: ela sabia, assim como muitas mulheres também sabiam, que era tão capaz quanto qualquer homem e que nascer mulher não significava nascer inferior a nenhum macho.

Doze anos depois da conquista de Elizabeth Blackwell, nascia no Brasil Maria Augusta Generoso Estrela. Outra que cismou que deveria ser médica. A sorte dela foi que, no seu tempo, o Brasil era governado por um imperador que também, como ela, estava muito à frente do seu tempo. Dom Pedro II conseguiu uma bolsa de estudos para que Maria Augusta pudesse ir estudar medicina em Nova Iorque, já que no Brasil as duas únicas universidades que existiam jamais aceitariam uma mulher. A moça tinha 16 anos quando foi para a América. Voltou formada em 1881 e exerceu a medicina até sua morte, em 1948.

Rita Lobato foi a primeira médica formada no Brasil. Formou-se em 1887, quase quatro décadas depois de Elizabeth Blackwell. Gaúcha, nascida em São Pedro do Rio Grande em 1866, Rita foi também a primeira mulher a se eleger vereadora no sul do Brasil e era assumidamente feminista.

Em 1879 Dom Pedro II assinara um decreto lei que conferia “a liberdade e o direito de a mulher frequentar os cursos das faculdades e obter títulos acadêmicos.”

Mas, apesar da liberalidade do Imperador, a sociedade brasileira esperava das mulheres apenas que cumprissem bem o seu papel de mães e esposas. Ter uma profissão não era coisa para mulher. E se essa profissão fosse a de médica, nem pensar!

Rita matriculou-se inicialmente na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde seu irmão cursava farmácia. Mas eram tantos os deboches e as hostilidades que, para não prejudicar o irmão, ela se transferiu para a Faculdade de Medicina de Salvador, Bahia.

A mãe de Rita morreu em 1883, ao dar a luz ao seu filho caçula. Rita prometeu a ela, em seu leito de morte, que nenhuma mulher morreria de parto nas suas mãos quando ela se tornasse médica.

Quando Rita se transferiu para a Bahia, seu pai, viúvo, mudou-se para lá com os filhos e, todos os dias, para evitar que a filha fosse agredida ou destratada por estar cursando uma faculdade “de homens”, ia com ela à escola e esperava do lado de fora que as aulas acabassem para escoltá-la de volta.

Assim, em 10 de dezembro de 1887, Rita Lobato tornou-se a primeira médica formada no Brasil e a segunda na América Latina, depois da chilena Eloísa Dias Inzunza, diplomada em 20 de novembro de 1886.

A tese defendida por Rita foi “A Operação Cesariana”.

Formada, Rita voltou para o Rio Grande do Sul e se casou , em 1899, com Antonio Maria Amaro de Freitas, seu namorado desde os tempos da escola em Pelotas. Antonio formara-se advogado no Rio de Janeiro e o casal teve uma única filha, Isis.

Rita clinicou em Porto Alegre até 1910, quando se mudou para Rio Pardo onde exerceu a profissão até 1925.

Em 1926, seu marido morreu.

Ela foi eleita vereadora pelo Partido Libertador em 1935 e seu mandato foi cassado em 1937 quando as câmara municipais brasileiras foram fechadas pela decretação do Estado Novo por Getúlio Vargas.

Rita passou o resto de sua vida em sua estância em Rio Pardo e morreu com 87 anos de idade no dia 6 de janeiro de 1954.

Hoje as mulheres são maioria nos bancos escolares das faculdades de medicina no Brasil. Mas ainda são minoria nos centros cirúrgicos e pouquíssimas são urologistas ou cirurgiãs plásticas.

Angelita Gama, proctologista e professora emérita da USP foi a primeira mulher cirurgiã a assumir uma cadeira na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a USP.

As primeiras médicas, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos ou na Europa, tratavam apenas de mulheres e crianças.
FONTE: VOTE BRASIL

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SUBTENENTE PM DA RESERVA REMUNERADA DA GLORIOSA E AMADA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. PASSEI POR TODAS AS GRADUAÇÕES DA PM, DESDE SOLDADO ATÉ SUBTENENTE. DURANTE MEUS 30 ANOS DE ESTADO EFETIVO TRABALHEI EM 18 CIDADES, EXERCI AS FUNÇÕES DE COMANDANTE DE DESTACAMENTO, COMANDANTE DE PELOTÃO, TESOUREIRO, DELEGADO DE POLÍCIA NOS MUNICÍPIOS DE APODI, DR. SEVERIANO, FELIPE GUERRA, ITAÚ, RODOLFO FERNANDES, GOVERNADOR DIX-SEPT ROSADO, TENENTE ANANIAS, MARCELINO VIEIRA E SEVERIANO MELO.NOS DESTACAMENTOS, PELOTÕES E COMPANHIAS SEMPRE EXERCI A FUNÇÃO NA BOROCRACIA, DAÍ APRENDI A ELABORAR TODOS OS TIPOS DE DOCUMENTOS POLICIAIS MILITARES; COMO DELEGADO DE POLÍCIA E ESCRIVÃO DE POLÍCIA INSTAUREI MAIS DE 300 INQUÉRITOS POLICIAIS, ALÉM DE TER SIDO ESCRIVÃO EM VÁRIOS INQUÉRITOS POLICIAIS MILITARES, INQUÉRITOS TÉCNICOS E SINDICÂNCIA, ASSIM SENDO, APRENDI A INSTAURAR QUAISQUER PROCEDIMENTOS INVESTIGATIVOS POLICIAIS MILITARES. PORTANTO, NA MEDIADA DO POSSIVEL VOU LEVAR MEU CONHECIMENTO ATÉ VOCÊ, ATUAIS E FUTUROS POLICIAIS MILITARES, AGENTES DE POLÍCIA, ESCRIVÃO DE POLÍCIA E BACHAREIS. CONFIRA...

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